sábado , 7 março 2026

Justiça mantém preso CAC que matou dona de floricultura em Goiás

A Justiça de Goiás decidiu manter a prisão do caçador, atirador e colecionador (CAC) Tiago Xavier Junqueira, de 35 anos, acusado de assassinar a ex-companheira Tânia Lopes dos Santos, proprietária de uma floricultura em Santa Terezinha de Goiás. O crime ocorreu na última sexta-feira (5), em plena via pública, quando a vítima foi atingida por sete disparos de arma de fogo.

Durante audiência de custódia realizada no domingo (7), a juíza Ana Cláudia Veloso Magalhães converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, destacando a gravidade do ato, classificado como de “crueldade sem dimensões”. Para a magistrada, a medida é necessária para a garantia da ordem pública e pela periculosidade do acusado.

Após o crime, Tiago foi contido por populares até a chegada da polícia. Com ele, os agentes encontraram uma pistola calibre .40 de uso restrito, além de munições. Em buscas realizadas na residência do pai do acusado, outras armas e munições foram apreendidas, confirmando seu vínculo como CAC.

Na audiência, Tiago confessou a autoria do crime, mas não explicou os motivos que o levaram a matar a ex-companheira. A defesa alegou que ele é pai de duas crianças menores de 12 anos e faz uso de medicamentos controlados, pedindo a aplicação de medidas cautelares alternativas à prisão. O pedido foi negado.

O caso gerou comoção em Santa Terezinha de Goiás, onde Tânia era bastante conhecida pela sua floricultura. A tragédia reacendeu o debate sobre feminicídios no Estado e a posse de armas por CACs.

Redação

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