O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou o delegado Dannilo Ribeiro Proto e sua esposa, Karen de Souza Santos Proto, por participação em um esquema de desvio de verbas públicas da educação em Rio Verde. O casal é apontado como líder de uma organização criminosa que teria movimentado mais de R$ 2,2 milhões por meio de contratos fraudulentos e empresas de fachada.
A denúncia é resultado da Operação Regra Três, deflagrada em agosto pelo Gaeco Sul, com apoio da Polícia Civil e da Controladoria-Geral do Estado. As investigações revelam que, desde 2020, o Instituto Delta Proto (IDP) — ligado ao casal — foi beneficiado com pelo menos 40 contratos sem licitação, envolvendo reformas em escolas estaduais, impressão de material didático e até mesmo o concurso da Câmara Municipal de Rio Verde.
Crimes e fraudes apontados
De acordo com o MP, os investigados responderão por crimes como organização criminosa, peculato, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro, ameaça, prevaricação e violação de sigilo funcional. Segundo a denúncia, notas fiscais falsas e empresas de fachada foram utilizadas para ocultar a origem dos valores desviados, caracterizando um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro.
Prisão e afastamento
O delegado Dannilo Proto foi preso preventivamente durante a operação. Já Karen Proto, que ocupava cargo estratégico na Secretaria Estadual de Educação, deixou o posto no início de 2025. O Ministério Público apresentou duas denúncias distintas, devido à complexidade do caso e ao número de crimes identificados. O episódio envolvendo o concurso da Câmara de Rio Verde deve ser analisado em ação penal própria.
Impacto em Rio Verde
O caso ganhou grande repercussão no município, uma vez que os recursos desviados deveriam ser aplicados diretamente em melhorias na rede escolar. A investigação segue em andamento e pode atingir novos envolvidos, enquanto a sociedade cobra respostas e mais transparência na aplicação do dinheiro público.
Redação
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