O caso que envolve o influenciador digital Felca (Felipe Bressanim Pereira) ganhou novos desdobramentos nesta semana. O hacker Cayo Lucas, de 22 anos, foi preso em Olinda (PE) sob a acusação de ameaçar o youtuber e uma psicóloga que participou do vídeo do criador sobre “Adultização”. As investigações revelaram um esquema criminoso ainda mais grave: a venda de serviços ilegais em bancos de dados oficiais, incluindo até a exclusão de certificados de óbito.
Segundo a Polícia Civil, Cayo e um adolescente de Arapiraca (AL) eram monitorados desde 2024 pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), de São Paulo. Os dois participavam de grupos no Discord e Telegram ligados a crimes de ódio, exploração infantil e pornografia. Nesses ambientes, anunciavam serviços ilícitos que iam desde a obtenção de informações sigilosas de cidadãos até manipulações em sistemas públicos.
Entre as ofertas criminosas estavam banimento em redes sociais, bloqueio de contas bancárias e até a exclusão ou inclusão de registros de óbito, com valores que variavam de R$ 150 a R$ 500. Estima-se que o hacker faturava de R$ 20 mil a R$ 30 mil por semana com o esquema. Outras investigações apontam que ele pode ter lucrado mais de R$ 500 mil, utilizando criptomoedas e contas de laranjas para receber os pagamentos.
No momento da prisão, Cayo estava acompanhado de um amigo, Paulo Vinícius, que também foi detido. Informações obtidas pela polícia indicam que, na hora da captura, acessos irregulares estavam sendo feitos ao sistema da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas. Além disso, há indícios de que o hacker teria forjado um mandado de prisão contra Felca, que seria inserido nos bancos de dados oficiais, mas a ação foi interrompida com sua prisão.
A Justiça decretou a prisão preventiva de Cayo Lucas, alegando risco de ocultação de provas e possibilidade de intimidação de testemunhas. Ele também confessou à polícia ter invadido sistemas como o da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, CadSUS e Receita Federal, onde alterava dados em troca de pagamentos.
O caso levanta alerta para a vulnerabilidade de bancos de dados oficiais e o impacto da atuação de criminosos virtuais. Enquanto isso, o influenciador Felca segue em silêncio nas redes sociais após as ameaças, que mobilizaram seus milhões de seguidores em busca de justiça.
Redação
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