Influenciadora do DF morreu dias depois da aplicação de PMMA nos glúteos; clínica funcionava de forma irregular
A Justiça de Goiás decidiu que Grazielly da Silva Barbosa, que se passava por biomédica, vai a júri popular pela morte da influenciadora digital Aline Maria Ferreira, de 33 anos. O caso aconteceu em junho de 2024, em Goiânia, e voltou a repercutir nesta semana após a decisão do juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida.
O caso
Aline, que morava no Distrito Federal, viajou para Goiânia em busca de um procedimento estético de preenchimento com PMMA nos glúteos, pagando cerca de R$ 3 mil. Poucos dias depois da aplicação, ela começou a sentir fortes dores e febre. Mesmo retornando ao DF, recebeu apenas a orientação de tomar analgésicos.
No dia 27 de junho, a influenciadora desmaiou em casa e foi levada a um hospital particular. Apesar do atendimento médico, não resistiu e morreu no dia 2 de julho de 2024.
Júri popular e acusações
De acordo com a decisão judicial, existem provas suficientes da materialidade do crime e indícios claros de autoria. Grazielly será julgada por homicídio qualificado, exercício ilegal da medicina e crime contra o consumidor.
A falsa biomédica, que chegou a ser presa, responde ao processo em liberdade, pois sua prisão preventiva foi convertida em domiciliar. A data do julgamento ainda não foi definida.
Investigações revelaram que a clínica onde o procedimento foi realizado funcionava de forma irregular: não havia prontuários, ficha de anamnese ou exames pré-operatórios. Além disso, há suspeitas de que o produto utilizado era de origem duvidosa, supostamente trazido do Paraguai e até misturado com óleo antes da aplicação.
Redação
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