Um antigo manuscrito japonês, datado do ano 984 d.C., voltou a chamar atenção do mundo e reacendeu o debate sobre saúde, longevidade e sexualidade masculina. Conhecido como Ishinpo, o pergaminho é considerado o texto médico mais antigo do Japão e reúne ensinamentos da medicina tradicional chinesa, japonesa e indiana.
Sexo como fonte de vitalidade
No volume 28, o mais ousado de todos, o documento traz uma orientação surpreendente: para viver mais e preservar a energia vital, os homens deveriam ejacular em apenas 20% a 30% das relações sexuais — o equivalente a duas ou três vezes a cada dez encontros. Segundo a tradição, a ejaculação excessiva poderia acelerar o envelhecimento, já que o sêmen era visto como portador de nutrientes e energia essenciais ao corpo.
A visão da ciência moderna
Embora pareça apenas um ensinamento antigo, parte dessas ideias encontra respaldo na ciência atual. Pesquisas mostram que a prática sexual está ligada à liberação de hormônios como oxitocina, dopamina e serotonina, que reduzem inflamações, fortalecem o sistema imunológico e melhoram o humor. Há também indícios de que o sexo frequente ajuda a proteger os telômeros, estruturas do DNA associadas ao envelhecimento.
A especialista Leslie Kenny, da Oxford Healthspan, aponta ainda que a ejaculação reduz os níveis de testosterona e de espermidina — substância natural ligada à proteção cardiovascular e à longevidade. Por isso, algumas práticas de respiração e contração muscular, que possibilitam orgasmos sem ejaculação, têm sido estudadas como alternativas para preservar energia e saúde.
Dieta como aliada
Caso tais técnicas não sejam aplicáveis, o pergaminho e os especialistas modernos reforçam a importância da alimentação antioxidante. Itens como abacate, vegetais verdes e alimentos fermentados, além de suplementos de vitaminas B12, C e zinco, podem ajudar na proteção do organismo contra os efeitos do envelhecimento.
Tradição e modernidade
O manuscrito milenar mostra como a medicina antiga já percebia a relação entre sexualidade e saúde integral. Hoje, com estudos científicos mais aprofundados, parte desses ensinamentos ganha nova luz, reforçando a ideia de que a vida sexual equilibrada pode ser uma aliada da longevidade.
Redação
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