Estiagem prolongada, clima extremo e ação humana colocam o Estado em alerta vermelho
Goiás vive dias de alerta. Segundo dados do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), o número de focos de queimadas no Estado aumentou 152% em apenas sete dias. Entre os dias 11 e 24 de agosto, os registros saltaram de 288 para 728 ocorrências.
Apesar do avanço expressivo neste curto período, o total acumulado ainda é menor do que o registrado em 2024, quando o mesmo intervalo já somava mais de 1,3 mil focos de incêndio.
Condições climáticas favorecem o fogo
Especialistas apontam que a combinação do chamado fator 30–30–30 — temperaturas acima de 30 °C, umidade relativa do ar abaixo de 30% e ventos superiores a 30 km/h — cria o cenário ideal para que pequenos focos se transformem rapidamente em incêndios de grandes proporções.
A situação se agrava pela estiagem prolongada:
-
Norte e Oeste de Goiás: 112 dias sem chuva;
-
Leste: 110 dias sem precipitação;
-
Central, Sul e Sudoeste: 61 dias consecutivos de seca.
Impactos ambientais e sociais
As queimadas trazem sérias consequências para o Estado:
-
Perda de solo fértil e da biodiversidade;
-
Poluição do ar que afeta diretamente a saúde da população;
-
Risco de acidentes em rodovias devido à fumaça;
-
Pressão sobre brigadistas e Corpo de Bombeiros, que intensificam o combate em várias regiões.
O gerente do Cimehgo, André Amorim, alerta:
“O fogo pode surgir de uma simples queima de lixo ou de incêndios criminosos em áreas maiores. Em todos os casos, os impactos são graves. Fogo não é solução, é crime.”
Ação do Estado e punições
A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) reforça que está em vigor um decreto estadual que proíbe queimadas durante a estiagem. Quem descumprir a lei está sujeito a multas pesadas e punições criminais.
Nos últimos anos, o Estado conseguiu reduzir até 60% da área queimada com monitoramento e ações preventivas. Porém, em 2024, os números voltaram a subir, impulsionados por incêndios criminosos e efeitos do fenômeno El Niño.
Goiás em alerta
Mesmo com os esforços das autoridades e da força-tarefa formada por brigadistas, Bombeiros e Defesa Civil, a situação é crítica. O avanço acelerado das queimadas em agosto de 2025 mostra que o desafio continua e exige colaboração da sociedade.
Denunciar queimadas ilegais é fundamental para evitar tragédias ambientais e proteger a saúde da população.
Redação
integracaonews.com.br Portal de Notícias