Um caso de violência familiar chocou a cidade de Anápolis. O pai de uma bebê de apenas três meses foi indiciado por homicídio qualificado e maus-tratos após a morte da criança, confirmada no último dia 14 de agosto, no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.
Segundo as investigações, o homem de 31 anos afirmou que a filha havia se engasgado durante a amamentação. No entanto, os exames médicos apontaram traumatismo craniano grave, incompatível com a versão apresentada. A Polícia Civil concluiu que a criança foi vítima de agressão.
Histórico criminal e negligência familiar
A delegada Aline Lopes, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), informou que o suspeito já possui quase 20 passagens criminais, incluindo registros por violência doméstica, posse de drogas e até crimes contra agentes de segurança.
Além disso, outros três filhos do casal, com idades entre quatro e doze anos, também eram vítimas de negligência. Segundo o inquérito, as crianças eram frequentemente deixadas sozinhas em casa, sem alimentação adequada, enquanto os pais faziam uso de drogas. Após a prisão do pai, os menores passaram a viver sob os cuidados da avó.
Responsabilidade da mãe
A mãe, Nayara Rodrigues, poderá responder por maus-tratos. Em depoimento, ela relatou que vivia dias de sofrimento diante da situação e pediu justiça pela filha, Elza Mariana.
Consequências
Com o indiciamento, o pai pode enfrentar uma pena que ultrapassa 35 anos de prisão, caso seja condenado pela Justiça.
O caso acendeu o alerta para a necessidade de mais atenção às denúncias de violência doméstica e maus-tratos contra crianças, que infelizmente ainda se repetem em várias cidades goianas.
Redação
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