sábado , 7 março 2026

PCGO indicia mãe, irmã e donos de clínica por internação forçada de servidora

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) concluiu o inquérito sobre a internação compulsória de uma servidora do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), em Goiânia, e indiciou seis pessoas. Entre elas estão a mãe, a irmã e os donos da clínica onde a vítima foi mantida contra a vontade.

Segundo as investigações, a mulher foi internada à força no dia 7 de maio de 2025, poucos dias antes de participar de uma audiência judicial que tratava de disputa patrimonial. Ela permaneceu na unidade por menos de 24 horas, sendo resgatada por agentes policiais e advogada após o marido registrar seu desaparecimento.

Os indiciados

  • Donos da clínica: acusados de associação criminosa, lesão corporal e cárcere privado.

  • Eliane de Paula Souza (mãe) e Isabela de Paula Silva (irmã): indiciadas por sequestro, furto e coação no curso do processo.

A investigação também revelou que a clínica funcionava sem alvará e recebia pacientes em situação de suposta internação compulsória, muitas vezes com uso de contenção física e química. Há ainda relatos de que internos eram obrigados a realizar tarefas forçadas e sofriam maus-tratos.

Operação Anathema

A ação que resultou no indiciamento faz parte da Operação Anathema, deflagrada no último dia 14 de agosto. Durante a apuração, a PCGO ouviu 22 pessoas e descobriu que a prática de internações ilegais pode ter ocorrido em outros estados do país.

O que diz a defesa

A defesa de Eliane e Isabela considera o indiciamento “equivocado” e afirma que existem indícios que comprovam a inocência das duas. O advogado Samuel Maia de Aquino destacou que o indiciamento não significa culpa:

“Infelizmente, criou-se uma narrativa de culpabilidade perante a sociedade. O indiciamento é apenas uma etapa, mas caberá à Justiça analisar o caso.”

Próximos passos

Com a conclusão do inquérito, o processo segue para o Ministério Público, que deve analisar a denúncia e decidir sobre o oferecimento de ação penal. Enquanto isso, a clínica permanece interditada e a Polícia investiga novos relatos de vítimas.

Redação

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