Após quase três anos de espera, julgamento do acusado deve acontecer nesta terça-feira (26) em Taquaral
A família de Sandra Gonçalves Nunes, assassinada em outubro de 2022 em Itaguaru, vive momentos de expectativa e angústia. Depois de quase três anos de espera e dois adiamentos, o júri popular de Juliano José Rodrigues Martins, acusado de matar a ex-namorada, está marcado para esta terça-feira (26), no Fórum da Comarca de Taquaral.
O crime
Sandra foi morta enquanto dormia ao lado da filha de seis anos, após o ex-companheiro invadir sua casa e disparar contra ela. Segundo a investigação, Juliano pegou emprestada a arma de um amigo policial penal, invadiu a residência e efetuou os disparos. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu. A criança presenciou toda a cena, mas não foi atingida.
De acordo com familiares, o crime foi motivado por ciúmes e suposta traição – versão que eles rejeitam categoricamente. Após o homicídio, Juliano fugiu para Itaberaí, onde se entregou à Polícia Militar e confessou o assassinato.
Adiamentos
O primeiro júri, marcado para fevereiro deste ano, foi cancelado depois que uma jurada antecipou seu voto, descumprindo as regras do Tribunal do Júri. O segundo, previsto para março, também não aconteceu devido às obras no fórum de Taquaral.
“É uma dor que não passa. Cada vez que o julgamento é adiado, a gente revive tudo de novo. Esperamos que, desta vez, a Justiça realmente seja feita”, desabafa o irmão da vítima, Danilio Gonçalves.
Expectativa
O caso ganhou grande repercussão em Itaguaru e região. Para a família, o julgamento representa um passo importante na luta por justiça e na tentativa de amenizar a dor deixada pelo crime brutal.
O réu, que confessou o assassinato, responderá por homicídio qualificado. Se condenado, pode pegar pena de até 30 anos de prisão.
Redação
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