Homem de 40 anos foi preso após seis meses de fuga; vítimas relataram abusos ocorridos desde a infância.
Um caso chocante mobilizou a Polícia Militar em Goiânia nesta semana. Um homem de 40 anos, acusado de abusar sexualmente de pelo menos três meninas, foi preso após permanecer seis meses foragido. A captura aconteceu dentro da casa da própria esposa, uma psicóloga infantil, que segundo a corporação teria ajudado o marido a se esconder das autoridades.
De acordo com os policiais, o suspeito já tinha dois mandados de prisão em aberto pelo crime de estupro de vulnerável e diversas passagens pela polícia. As investigações apontam que as vítimas, atualmente com 15, 13 e 6 anos, teriam sofrido abusos desde muito novas — uma delas relatou ter sido violentada aos 7 anos de idade.
Estatísticas alarmantes em Goiás
O caso se soma a números preocupantes da violência contra crianças no estado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, apenas nos primeiros quatro meses de 2025 foram registrados:
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793 ocorrências de estupro de vulnerável contra crianças e adolescentes;
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458 notificações de maus-tratos;
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162 registros de importunação sexual.
Os dados revelam a dimensão de um problema que exige respostas urgentes do poder público e da sociedade.
Justiça alerta para silêncio das vítimas
A juíza Célia Regina Lara, coordenadora da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Goiás, destacou que muitos crimes desse tipo são praticados por pessoas próximas, o que dificulta a denúncia.
“É fundamental uma atuação integrada da justiça, das escolas, da saúde, da segurança e da sociedade civil para romper o silêncio e oferecer acolhimento às vítimas”, afirmou.
Indignação e necessidade de prevenção
O caso gera indignação não apenas pela gravidade dos crimes, mas também pelo envolvimento de uma profissional da saúde, cuja função deveria ser justamente proteger e cuidar de crianças. Agora, o homem deve responder judicialmente pelos crimes, e as investigações apuram a participação da psicóloga no processo de ocultação.
Especialistas reforçam que a denúncia é a principal arma contra a violência sexual infantil. Qualquer pessoa pode acionar o Disque 100 ou procurar diretamente os órgãos de segurança pública e conselhos tutelares para registrar casos suspeitos.
Redação
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