O estado de Goiás registrou um cenário preocupante neste último fim de semana, com mais de 500 focos de incêndio espalhados por diferentes regiões. As chamas atingiram desde áreas rurais até zonas urbanas, passando por margens de rodovias e até unidades de conservação.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, os dias 23 e 24 de agosto foram marcados por ocorrências de grande porte em locais de preservação, como o Parque Estadual do Descoberto e o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. A corporação reforça que muitos incêndios ainda podem estar ligados à ação humana, seja por descuido ou de forma criminosa.
Seca histórica agrava situação
O prolongado período de estiagem é um dos principais fatores que intensificam os incêndios. Segundo o Cimehgo (Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás), o norte do estado já contabiliza 111 dias sem chuvas.
A baixa umidade do ar também chama atenção: na última sexta-feira (22), a cidade de Goiás registrou apenas 8%, índice considerado crítico. Já em Paraúna, no sábado, o nível foi de 9%. Para esta semana, a previsão é que a umidade relativa do ar permaneça entre 12% e 20% em várias cidades.
A coordenadora do Inmet em Goiás, Elizabeth Alves, explicou que uma “bolha de ar mais seco” atua sobre regiões como Cidade de Goiás, Aragarças, Alto Paraíso e municípios do Entorno do Distrito Federal, mantendo índices extremamente baixos de umidade, abaixo de 12%.
Risco para saúde e meio ambiente
Além dos danos ambientais, os incêndios afetam diretamente a saúde da população, provocando problemas respiratórios e agravando quadros de doenças crônicas. O Corpo de Bombeiros alerta para que a população evite qualquer tipo de queimada e reforça que denúncias podem ser feitas pelo telefone 193.
Redação
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