sábado , 7 março 2026

Briga em UPA termina com quatro presos por racismo em Goiânia

Tumulto na UPA Noroeste envolveu agressões verbais, físicas e atos de racismo contra um enfermeiro; Corpo de Bombeiros e Polícia Militar precisaram intervir.

Uma confusão registrada na noite de sábado (24/08) terminou com quatro pessoas presas na UPA Noroeste, em Goiânia. O caso envolveu agressões físicas, injúria racial e homofobia contra um enfermeiro que atendia na unidade de saúde.

O início do tumulto

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o paciente identificado como M.S.A. chegou à UPA por volta das 19h42 acompanhado de três pessoas. Após abertura da ficha, ele invadiu a sala de classificação de risco exigindo atendimento imediato, mesmo enquanto outro paciente já era avaliado.

A partir daí, começaram as agressões verbais. O grupo dirigiu palavras de baixo calão, insultos racistas e homofóbicos contra o enfermeiro de plantão. Entre as ofensas, testemunhas relataram frases como: “preto safado”, “seu pretinho” e “seu viado”.

Agressões e intervenção

De acordo com relatos, a situação se agravou quando uma das mulheres que acompanhava o paciente agrediu fisicamente um militar do Corpo de Bombeiros, com um tapa no rosto. Houve ainda tentativa de depredação na recepção da unidade.

As agressões foram presenciadas por usuários e registrados em vídeos que circularam entre os presentes. O Corpo de Bombeiros conteve os envolvidos até a chegada da Polícia Militar, que assumiu a ocorrência.

Prisão e autuações

Os quatro participantes da confusão foram levados à Central de Flagrantes. Eles devem responder por lesão corporal, desacato, injúria racial e furto — já que houve a tentativa de subtração de um objeto da unidade, recuperado em seguida.

Apesar da violência, nenhum militar ficou ferido. Já o enfermeiro agredido verbalmente recebeu apoio da direção da unidade e deve registrar ocorrência formal.

Reflexo da insegurança

O episódio reacende a discussão sobre a segurança dos profissionais de saúde, que constantemente enfrentam situações de risco durante o atendimento à população. Entidades da área têm cobrado medidas efetivas para proteger trabalhadores da linha de frente, especialmente em unidades de pronto-atendimento.

O paciente que originou o tumulto acabou sendo atendido após o fim da confusão.

Redação

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