Paris – 25 de agosto de 2025 – A polícia francesa prendeu um homem suspeito de ser responsável pela morte de quatro homens, cujos corpos foram encontrados boiando no Rio Sena no último dia 13 de agosto. O caso chocou a França e levanta a suspeita de crimes em série com motivação homofóbica.
O suspeito, identificado como Monji, um imigrante tunisiano de 24 anos, foi detido durante uma operação de combate à imigração clandestina em Choisy-le-Roi, próximo ao aeroporto de Orly e do local onde os corpos foram descartados. Com ele, os agentes encontraram documentos, celulares e cartões de crédito que pertenciam às vítimas.
Segundo as investigações, Monji vivia em um squat (ocupação irregular) a poucos metros da margem do Sena, local usado como ponto de encontros sexuais. Duas das vítimas também viviam no mesmo espaço. A polícia acredita que o suspeito atraía as vítimas até a beira do rio antes de cometer os crimes.
Vítimas e investigações
Os corpos, encontrados no dia 13, indicam mortes ocorridas em momentos diferentes. As autópsias revelaram que o primeiro assassinato pode ter ocorrido mais de um mês antes da descoberta.
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Três vítimas eram jovens do Norte da África, com idades entre 21 e 26 anos.
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A quarta vítima era um francês de 48 anos, apontado como o último a ser morto.
O legista confirmou que a causa da morte do francês foi estrangulamento. Além disso, o DNA dele foi encontrado em uma mancha de sangue nas calças do suspeito.
Apesar das evidências, o acusado nega os crimes e a própria identidade. Ele afirma se chamar Ahmed Ben Ali, natural da Argélia, e diz viver na França há três anos, de forma irregular há cerca de oito meses.
Um segundo homem chegou a ser detido, mas foi liberado após as investigações não confirmarem seu envolvimento.
Contexto social
O prefeito de Choisy-le-Roi comentou que a região registrou aumento de pessoas em situação de rua após os Jogos Olímpicos realizados em Paris no ano passado. Segundo ele, centenas de sem-teto foram removidos de áreas centrais antes do evento esportivo.
Casos raros na França
Embora o caso tenha chocado a opinião pública, autoridades lembram que serial killers são raros no país. O último caso de grande repercussão ocorreu em 2006, quando Yvan Keller admitiu ter matado dezenas de pessoas, mas foi formalmente acusado de 23 crimes. Ele se suicidou antes do julgamento.
As autoridades francesas agora trabalham para reunir mais provas contra o suspeito e identificar possíveis novas vítimas.
Redação
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