sábado , 7 março 2026

Delegado e esposa investigados por desvio milionário na educação em Goiás

Uma operação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) sacudiu a cidade de Rio Verde nesta quinta-feira (21/8). O alvo: o delegado Dannilo Ribeiro Proto e sua esposa, Karen de Souza Santos Proto, ex-coordenadora regional de Educação. O casal é acusado de liderar um esquema milionário de desvio de recursos públicos que deveria ser usado na educação do estado.

Segundo as investigações da Operação Regra Três, mais de R$ 2,2 milhões teriam sido desviados por meio de contratos firmados sem licitação. Ao menos 40 contratos foram assinados desde 2020, envolvendo reformas de escolas, impressão de materiais didáticos e até a realização de concurso público da Câmara Municipal de Rio Verde.

O casal é sócio do Instituto Delta Proto (IDP), que, de acordo com o MP, foi beneficiado nesses contratos irregulares. A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a apreensão de bens dos investigados, na tentativa de recuperar parte do dinheiro desviado.

Operação de peso

A ação foi conduzida pelo Gaeco Sul (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), com apoio da Polícia Civil e da Controladoria-Geral do Estado.
Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e um de prisão em Rio Verde e Goiânia. Ao todo, participaram da operação 19 promotores, mais de 20 servidores e cerca de 80 policiais e agentes de segurança.

O Gaeco Sul foi criado em 2024 justamente para intensificar o combate ao crime organizado no interior do estado.

Histórico polêmico

Esta não é a primeira vez que o nome do delegado Dannilo Proto aparece em escândalos. Em 2015, ele foi afastado do cargo após ser acusado de cobrar R$ 10 mil de um fazendeiro ao recuperar gado roubado. Na época, disse que parte do dinheiro teria sido usada para melhorias na delegacia.

O que dizem os envolvidos

A defesa do casal afirmou que ainda não teve acesso completo ao processo e, por isso, não vai se manifestar sobre o mérito. Em nota, garantiu que o Instituto Delta Proto “não tem qualquer relação com os fatos investigados e segue funcionando normalmente”.

A Polícia Civil de Goiás, por sua vez, informou que colaborou com o MP-GO durante a operação e acionou a Corregedoria para apurar as condutas. Ressaltou ainda seu compromisso com a legalidade, a transparência e o devido processo legal.

Um caso que revolta a população

O suposto desvio de recursos destinados à educação causa revolta, especialmente porque afeta diretamente alunos, professores e a qualidade do ensino em Goiás. Em um estado onde escolas ainda enfrentam falta de estrutura e materiais, a denúncia de desvio milionário gera indignação e reforça a cobrança por justiça.

Redação

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