Goiânia voltou a ser palco de um debate que promete mexer com a vida de milhares de goianos: a proposta do Governo Federal que pretende tornar opcional a obrigatoriedade de frequentar autoescolas para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Na prática, o candidato poderia estudar sozinho a parte teórica, utilizando materiais gratuitos fornecidos pelos órgãos de trânsito, e contratar apenas instrutores credenciados para as aulas práticas. A mudança, se aprovada, pode significar menos gastos para os alunos, mas também impactos diretos no setor das autoescolas.
O que pensa a população de Goiânia
A reportagem do Goiás da Gente foi às ruas da capital para ouvir a opinião dos goianienses. O que se viu foi um cenário dividido entre quem apoia e quem teme a mudança.
Cláudio Andrade, analista, acredita que a proposta pode beneficiar o aluno:
“Acho uma boa… parece que, às vezes, a autoescola tem essa ideia de reprovar o aluno. Se a pessoa puder se capacitar de forma independente, o que importa é mostrar na prova que está preparado.”
Já Luiz, motorista profissional, defende a permanência das autoescolas:
“Eu acho que não deve tirar, porque isso gera emprego para muita gente. A autoescola tem que continuar sempre… Tirar isso pode prejudicar muita gente.”
Para Wallisom, entregador, a prática não pode ser negligenciada:
“Como você vai aprender a dirigir sem pegar as aulas? É na prática que aprende… se acabar com as autoescolas vai ficar pior.”
O dilema: economia ou segurança?
De um lado, a proposta é vista como forma de democratizar o acesso à CNH, especialmente para quem não consegue arcar com os altos custos das autoescolas. De outro, especialistas e trabalhadores do setor alertam que a medida pode reduzir a qualidade da formação dos motoristas e colocar em risco a segurança no trânsito.
Além disso, há o impacto econômico: segundo dados do setor, milhares de instrutores e trabalhadores de autoescolas em Goiás poderiam ser afetados.
E agora?
A proposta ainda está em discussão em Brasília e deve passar por debates acalorados no Congresso. Enquanto isso, a pergunta que ecoa nas ruas de Goiânia é: vale a pena abrir mão da obrigatoriedade das autoescolas em nome da economia, ou o risco à segurança e ao emprego pesa mais?
O Goiás da Gente seguirá acompanhando de perto cada passo dessa discussão que mexe diretamente com o bolso e a vida dos goianienses.
Redação
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