A crueldade contra os animais voltou a ser manchete em Goiás. No último sábado (16), a Polícia Militar Ambiental interrompeu uma rinha de galos no município de Corumbaíba, no Sudoeste do estado, e apreendeu 21 aves vítimas de maus-tratos.
Segundo a corporação, cerca de 70 pessoas participavam do evento clandestino, que funcionava como uma espécie de “arena” de apostas, onde os animais eram obrigados a lutar até a exaustão. Com a chegada dos policiais, a maioria dos frequentadores fugiu, mas todos foram abordados.
Galos mutilados e feridos
As aves foram encontradas em gaiolas pequenas, muitas apresentando ferimentos visíveis, além de mutilações — como patas serradas — que evidenciam o sofrimento imposto pelos organizadores. Para os militares, as condições encontradas revelam a brutalidade com que esses animais eram preparados para lutar.
Responsável autuado
Apesar do número expressivo de pessoas presentes, apenas o organizador da rinha foi autuado por crime de maus-tratos, que a legislação ainda classifica como de menor potencial ofensivo. Ele assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado. O caso seguirá sob investigação para identificar outros envolvidos.
Animais entregues a cuidador
Os galos feridos foram encaminhados a um morador que se dispôs a assumir a guarda e o tratamento das aves. O gesto foi necessário diante da falta de estruturas públicas adequadas para receber animais resgatados de rinhas.
Denúncia anônima foi decisiva
A operação só foi possível graças a uma denúncia anônima. A Polícia Ambiental reforçou que esses eventos são organizados de forma clandestina e dependem do apoio da população para serem desmantelados. Para novos casos, os cidadãos podem acionar o Disque Denúncia Ambiental: (62) 99611-2182.
A omissão da lei e a cultura da crueldade
Mais uma vez, a sociedade se depara com a contradição da lei: enquanto os animais sofrem com mutilações, os responsáveis saem pela porta da frente da delegacia após assinar um simples termo. Até quando o Estado vai tratar a crueldade animal como um “delito menor”?
A pergunta que fica é: quem protege os que não têm voz?
Redação
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