sábado , 7 março 2026

Policiais que atuavam para Hytalo Santos são alvo de operação na PB

Cinco policiais militares que atuavam como seguranças do influenciador digital Hytalo Santos foram presos na manhã desta segunda-feira (18), na Paraíba, durante a Operação Arcus Pontis, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado). A ação faz parte das investigações sobre a chamada “chacina da Ponte do Arco”, ocorrida em fevereiro deste ano, no município de Conde, litoral sul do estado.

Segundo o Ministério Público da Paraíba (MPPB), os policiais são suspeitos de envolvimento direto no episódio em que cinco jovens, com idades entre 17 e 26 anos, foram mortos a tiros após serem interceptados por uma guarnição. Informações preliminares indicam que o caso estaria ligado a conflitos do tráfico de drogas na região.

No total, a Justiça expediu 12 mandados judiciais: seis de prisão temporária e seis de busca e apreensão. Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e documentos que agora serão periciados para reforçar as investigações.

Relação com Hytalo Santos

Embora os policiais atuassem também como seguranças de Hytalo Santos, o MPPB informou que as prisões não têm ligação direta com a investigação que levou o influenciador para a prisão em São Paulo, acusado de exploração e exposição de menores de idade.

Ainda assim, o caso reforça a teia de polêmicas que cercam o nome do influenciador e seus vínculos. O Ministério Público também apura se os militares presos utilizavam seus cargos para atuar ilegalmente na segurança privada e em outras atividades ilícitas.

Desdobramentos

Os presos foram encaminhados para unidades prisionais da corporação e permanecem à disposição da Justiça. A investigação segue em sigilo para apurar a real participação dos policiais na chacina e possíveis conexões com grupos criminosos da região.

A chacina da Ponte do Arco, em 15 de fevereiro de 2025, é considerada um dos crimes mais violentos do ano no estado, e sua elucidação é tratada como prioridade pelo Gaeco e pela Corregedoria da Polícia Militar.

Redação

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