São Paulo – Moradores e comerciantes de Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, estão vivendo dias de medo e tensão. Criminosos estão se passando por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para extorquir dinheiro das vítimas, com valores que chegam a R$ 50 mil. O golpe ganhou força logo após a operação policial deflagrada na comunidade no último dia 7 de agosto, quando um policial militar foi baleado no pescoço durante uma perseguição.
Segundo relatos, os golpistas entram em contato por telefone e exigem “contribuições” sob pretexto de ajudar a “tirar um irmão da cadeia” ou garantir “proteção” na região. Para dar credibilidade à ameaça, afirmam ter acesso a informações pessoais das vítimas, como endereço, profissão e até dados de familiares. Em alguns casos, chegam a dizer que controlam câmeras de segurança na comunidade.
Comerciantes relataram que os criminosos enviam até uma tabela com valores de contribuição, onde a quantia máxima solicitada chega a R$ 50 mil. Uma das vítimas afirmou que, após receber a ligação, ficou com medo de sair de casa. Outro detalhe que levantou suspeitas é que alguns golpistas possuem forte sotaque carioca, levantando a possibilidade de que o crime seja executado por quadrilhas de outras regiões, inspiradas na atuação de milícias do Rio de Janeiro.
As autoridades reforçam que esse tipo de extorsão é um crime grave e que nenhum morador deve efetuar pagamentos. A orientação é registrar boletim de ocorrência o mais rápido possível e, sempre que possível, gravar a conversa para auxiliar as investigações.
Enquanto isso, a comunidade segue sob clima de tensão. O medo de retaliações faz com que muitas vítimas nem procurem a polícia, o que pode dificultar a prisão dos envolvidos.
Goiás da Gente seguirá acompanhando o caso e trará atualizações sobre o andamento das investigações e eventuais prisões.
Redação
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