Uma megaoperação da Polícia Civil de Goiás, deflagrada nesta quinta-feira (14/08), colocou fim à atuação de uma quadrilha altamente organizada que vinha aterrorizando vítimas em todo o país com o chamado “golpe do novo número”. Ao todo, 23 criminosos foram presos em Goiás, Distrito Federal, Maranhão, Santa Catarina, Mato Grosso, Pará e Tocantins.
De acordo com o Grupo de Repressão a Estelionatos e Outras Fraudes (GREF/DEIC), os bandidos enganaram quase 200 pessoas nos últimos seis meses. Uma das vítimas, moradora de Goiânia, perdeu R$ 120 mil após acreditar que estava ajudando um parente em apuros.
O esquema funcionava de forma minuciosa: os golpistas monitoravam redes sociais para identificar possíveis alvos — preferencialmente idosos — analisando fotos, lugares visitados e relações familiares. Com essas informações, entravam em contato pelo WhatsApp com um número novo e foto semelhante à de um parente, inventando histórias urgentes para convencer a vítima a transferir dinheiro.
Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro judicial de R$ 120 mil bloqueados em contas ligadas aos suspeitos. Entre os detidos estão os que faziam as ligações, os que cediam contas bancárias para receber o dinheiro e até recrutadores responsáveis por cooptar novas “mulas financeiras” para o esquema.
O delegado Thiago César de Oliveira alertou: “Nunca transfira dinheiro sem confirmar antes por outro canal. Mesmo que a foto de perfil seja igual à de um familiar, desconfie. Golpistas usam essas informações para manipular as vítimas”.
Os presos vão responder por associação criminosa, estelionato qualificado por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. As penas, somadas, podem ultrapassar 10 anos de prisão.
A operação — batizada de Mirum III — cumpriu 47 medidas cautelares, incluindo mandados de prisão, busca e apreensão em 13 municípios de seis estados.
ALERTA À POPULAÇÃO: não envie dinheiro para contatos de “número novo” sem verificar a veracidade da solicitação. O golpe é rápido, persuasivo e já fez centenas de vítimas em todo o Brasil.
Redação
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