sábado , 7 março 2026

“Frio e impassível: Empresário que matou gari em BH seguirá preso”

Um vídeo obtido pela imprensa mineira mostra a reação do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, ao ouvir do juiz que sua prisão preventiva será mantida pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, em Belo Horizonte. As imagens foram registradas durante audiência de custódia realizada na última quarta-feira (13/8), dois dias após o crime que chocou o país.

No vídeo, Renê permanece sentado, calmo e sem qualquer expressão de arrependimento, mesmo ao ouvir que seguirá preso por tempo indeterminado. A decisão do juiz Leonardo Damasceno rejeitou o pedido da defesa, que alegava que o acusado era réu primário, tinha bons antecedentes e residência fixa. O magistrado, no entanto, destacou que Renê já respondia por lesão corporal grave em São Paulo, reforçando a avaliação de “personalidade violenta e reiteração delitiva”.

O crime

De acordo com as investigações, o caso aconteceu na manhã de segunda-feira (11/8), no bairro Vista Alegre. Testemunhas relataram que Renê, irritado com um caminhão de coleta estacionado próximo ao seu carro, sacou uma pistola e ameaçou a motorista:

“Se você esbarrar no meu carro, eu vou dar um tiro na sua cara.”

Ao tentar intervir para acalmar a situação, Laudemir foi atingido por um disparo no abdômen. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

Após o crime, o empresário fugiu em um carro BYD cinza e foi preso horas depois em uma academia de luxo, no bairro Estoril. A arma usada, calibre .380, estava registrada no nome da esposa dele, a delegada Ana Paula Lamego Balbino, e agora passa por análise da Corregedoria.

Último adeus e repercussão

O velório de Laudemir, realizado no dia seguinte em Nova Contagem, foi marcado por comoção. Familiares e colegas lembraram dele como um homem trabalhador, pacífico e dedicado à família. Ele deixa esposa, uma filha de 15 anos e enteadas.

Durante a audiência, Renê chegou a reclamar de supostas situações constrangedoras vividas na prisão e afirmou que tentaria levar o caso ao secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco. O juiz determinou que ele receba colchão, atendimento médico e proibiu fotos dentro da unidade prisional.

Para o Ministério Público, as provas contra o acusado são consistentes: perseguição policial, câmeras de segurança, testemunhas e reconhecimento formal. A prisão preventiva foi decretada para garantir a ordem pública e a integridade do processo.

O caso segue sob investigação e revolta moradores de Belo Horizonte, que exigem justiça pela morte de Laudemir.

Redação

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