sábado , 7 março 2026

Homem segue sugestão do ChatGPT, sofre intoxicação rara e é internado em clínica psiquiátrica

Um caso inusitado e preocupante nos Estados Unidos acendeu um alerta sobre os riscos de seguir orientações médicas obtidas por inteligência artificial sem supervisão profissional. Um homem de 60 anos acabou desenvolvendo uma intoxicação rara e precisou de internação após substituir o sal de cozinha por uma substância química perigosa — tudo a partir de uma sugestão do ChatGPT.

Substituição perigosa e agravamento rápido

Segundo relato publicado na revista científica Annals of Internal Medicine: Clinical Cases, o homem buscava alternativas para reduzir o consumo de sal e perguntou ao ChatGPT sobre substitutos possíveis. Entre as opções, a ferramenta indicou o brometo de sódio — substância usada na indústria e que não é segura para consumo humano.
Sem receber alertas claros sobre os riscos, o paciente trocou o sal comum pelo brometo e manteve o uso por três meses. Nesse período, começou a apresentar sintomas preocupantes como paranoia, alucinações visuais e auditivas, insônia, acne no rosto e recusa em beber água, mesmo com sede intensa.

Quando chegou ao hospital, o nível de brometo no sangue era de 1 700 mg/L — muito acima do valor considerado seguro, que varia de 0,9 a 7,3 mg/L. Os médicos confirmaram o diagnóstico de bromismo, intoxicação rara provocada pelo excesso de brometo no organismo.

Internação e alerta médico

O paciente permaneceu internado por cerca de três semanas para tratamento, que incluiu hidratação intravenosa, reposição de eletrólitos e uso de medicamentos para conter os sintomas psiquiátricos. Após esse período, exames laboratoriais indicaram normalização dos níveis e o homem teve alta sem sequelas.

Os médicos que atenderam o caso alertam que, embora ferramentas como o ChatGPT possam servir para pesquisas e esclarecimentos gerais, não devem substituir a consulta com profissionais habilitados, especialmente quando se trata de orientações sobre saúde.

Eles reforçam que o bromismo foi mais comum no século passado, quando brometos eram usados como sedativos, mas hoje é extremamente raro — e pode voltar a aparecer justamente pela facilidade de compra de substâncias químicas na internet.

Redação

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