O transporte coletivo foi alvo de fortes críticas durante os três dias da MotoGP realizados em Goiânia. Moradores e visitantes relataram ônibus lotados, longas esperas, desorganização nos pontos e dificuldade de acesso ao autódromo, especialmente após o encerramento das atividades no Autódromo Internacional Ayrton Senna.
Desde a sexta-feira (20), já eram registradas dificuldades no deslocamento. Ônibus cheios, trânsito intenso e filas extensas se formaram nas imediações da GO-020 e da Avenida Ayrton Senna, principal via de acesso ao autódromo. Com o aumento do público ao longo do fim de semana, a situação se agravou.
Entre os frequentadores, as críticas se concentraram na falta de estrutura e na quantidade insuficiente de veículos. Rodrigo Silveira, morador de Aparecida de Goiânia, afirmou que enfrentou problemas durante todos os dias do evento. “Desde o primeiro dia já estava difícil conseguir ônibus, tudo muito cheio e demorado, muito calor, as filas mudavam toda hora e ninguém entendia nada”, relatou.
A visitante Leila Alves, que veio do Rio de Janeiro, também apontou falhas no planejamento. “Pra um evento desse tamanho, era pra ter mais transporte. Do jeito que foi, parecia que não estavam preparados. Pra chegar foi ruim, pra sair pior ainda”, disse.
No domingo (22), diante da alta demanda, a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) realizou ajustes operacionais, incluindo mudanças nas rotas e nos pontos de embarque próximos aos setores A e B. Em alguns momentos, os ônibus passaram a permitir embarque pelas portas traseiras, sem passagem pela catraca, para tentar agilizar o fluxo.
Mesmo com as mudanças, usuários relataram esperas superiores a 40 minutos sob sol forte, além de confusão nas filas, que se deslocavam conforme a chegada dos veículos.
Nas redes sociais, internautas afirmaram que a situação durante o evento reflete problemas já enfrentados no cotidiano da capital. Relatos destacaram que a desorganização não foi novidade e que o cenário prejudicou a imagem da cidade durante um evento internacional.
Também houve críticas à ausência de alternativas como transporte por aplicativo e táxis em áreas próximas ao autódromo. “Em vez de liberar, colocaram só ônibus lotado”, comentou um usuário.
O prefeito Sandro Mabel reconheceu os desafios enfrentados no transporte durante o evento e afirmou que o alto volume de pessoas impacta diretamente na operação. Segundo ele, não seria possível eliminar completamente as filas, mas apenas reduzir o tempo de espera.
A reportagem entrou em contato com a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) e aguarda posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.
Redação: Integração News
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