O programa Aprendiz do Futuro vem se consolidando como uma das principais políticas públicas voltadas à juventude em Goiás, com foco direto na inclusão social e profissional. Criado em 2021 dentro do Goiás Social, o projeto é executado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social em parceria com a Demà, tecnologia social da Renapsi, organização responsável pela operacionalização da iniciativa nos municípios.
A proposta integra educação, formação prática e acesso ao primeiro emprego formal para adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade, estruturando uma política contínua de qualificação e inserção no mercado de trabalho. Presente nos 246 municípios goianos, o programa já beneficiou mais de 16 mil jovens até o início de 2026. Atualmente, cerca de 8,5 mil participantes estão ativos, atuando em órgãos públicos com carteira assinada, jornada de meio período e acompanhamento educacional.
O programa combina formação educacional com experiência prática no ambiente institucional. Os jovens atuam em órgãos públicos — como secretarias, escolas, fóruns e autarquias — enquanto mantêm vínculo com a escola e participam de atividades formativas.
O modelo segue as diretrizes da Lei da Aprendizagem, garantindo direitos trabalhistas e previdenciários, além de jornada compatível com os estudos. A rotina inclui quatro horas diárias de trabalho e um dia dedicado à formação, com reforço escolar e capacitações.
Essa estrutura contribui diretamente para a permanência escolar e para a inserção qualificada no mercado, reduzindo vulnerabilidades sociais e ampliando perspectivas de futuro.
O Aprendiz do Futuro é voltado para adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, com critérios definidos para garantir que o programa alcance quem mais precisa. Entre os requisitos estão faixa etária específica, matrícula ou conclusão do ensino regular, renda familiar limitada e inscrição no CadÚnico.
A iniciativa também prevê a inclusão de pessoas com deficiência e prioriza públicos historicamente vulnerabilizados, como indígenas, quilombolas, ciganos, afrodescendentes, órfãos da Covid-19 e jovens em situação de risco social.
Além da experiência profissional, os participantes recebem remuneração proporcional à carga horária, auxílio-alimentação, vale-transporte (quando disponível), férias, 13º salário e seguro de vida.
Outro pilar do programa é a formação complementar, com reforço em disciplinas como Português e Matemática, além de oficinas, trilhas formativas e atividades socioeducativas voltadas ao desenvolvimento de competências pessoais e profissionais.
Os resultados refletem a dimensão da política pública. Desde sua criação, mais de 16 mil jovens já passaram pelo programa, gerando impacto direto na renda familiar e na permanência escolar.
Ao integrar educação e trabalho, o Aprendiz do Futuro fortalece o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e amplia a autonomia dos participantes. O alcance da iniciativa também beneficia famílias e comunidades, potencializando efeitos sociais e econômicos em todo o estado.
O Aprendiz do Futuro se destaca por sua estrutura contínua, presença em todo o território goiano e integração entre diferentes áreas da gestão pública. O programa consolida um modelo eficiente de política de juventude, baseado em formação, inclusão produtiva e fortalecimento da cidadania.
Redação: Integração News
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