sábado , 7 março 2026

ALERTA SANITÁRIO: Goiás investiga casos suspeitos de Mpox e mantém vigilância reforçada

O estado de Goiás registrou 15 notificações suspeitas de Mpox em 2026, segundo dados divulgados nesta semana pela Secretaria de Estado de Saúde de Goiás. Do total, dez casos já foram descartados e cinco permanecem em investigação epidemiológica, sem confirmações até o momento.

A maioria das notificações ocorreu em Goiânia, com nove registros. Também houve casos suspeitos em Anápolis, Jataí, Goianira, Goianésia e Santa Cruz de Goiás.

Em 2025, o estado contabilizou 171 notificações suspeitas, com 14 confirmações laboratoriais e nenhum óbito. Todos os pacientes receberam acompanhamento clínico e monitoramento das equipes de saúde. A vigilância epidemiológica segue ativa para identificar rapidamente qualquer confirmação e conter possíveis cadeias de transmissão.

No cenário nacional, dados do Ministério da Saúde apontam 88 casos confirmados em 2026 no Brasil. A maior concentração está em São Paulo, seguido do Rio de Janeiro. Também há confirmações em Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal. Até agora, não há registros de mortes neste ano, e a maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada.

Em 2025, o país registrou 1.079 diagnósticos e dois óbitos relacionados à doença.

A infecção é causada por um vírus que se espalha principalmente pelo contato próximo com pessoas contaminadas. A transmissão pode ocorrer por contato direto com lesões, secreções, saliva, mucosas ou objetos contaminados, além de proximidade respiratória e contato pele a pele — inclusive em relações íntimas.

O período de incubação varia, em geral, de três a 16 dias, podendo chegar a 21. Entre os sintomas mais comuns estão erupções cutâneas semelhantes a bolhas ou feridas, febre, dores no corpo, fadiga e inchaço dos gânglios linfáticos.

Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem espontaneamente. Porém, bebês, crianças e pessoas com imunidade reduzida apresentam maior risco de complicações graves, como pneumonia, inflamações neurológicas, problemas cardíacos e infecções secundárias.

Autoridades de saúde orientam que qualquer pessoa com sintomas procure imediatamente atendimento médico para avaliação e exame laboratorial, único meio de confirmação. Também é recomendado evitar contato com outras pessoas e manter isolamento até liberação profissional.

Pacientes suspeitos ou confirmados devem evitar compartilhar objetos pessoais, manter higiene rigorosa, lavar as mãos com frequência e desinfetar superfícies.

Não existe medicamento específico aprovado para a doença. O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas, prevenção de complicações e redução de sequelas. Casos mais graves podem exigir internação e uso de antivirais.

A principal forma de prevenção continua sendo evitar contato direto com pessoas infectadas. Quando inevitável, recomenda-se o uso de máscara, luvas, avental e proteção ocular.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

Check Also

Pressão cresce e Adriana Accorsi pode trocar reeleição tranquila por disputa ao Governo de Goiás

A deputada federal Adriana Accorsi pode deixar de lado um cenário considerado confortável de reeleição …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *