sábado , 7 março 2026

Mulher aguarda há mais de 400 dias cirurgia de amputação em Goiás após infecção fúngica grave

Em Águas Lindas de Goiás, Maria Aparecida, de 52 anos, luta há mais de 400 dias por uma cirurgia para amputação do pé, necessária devido a uma infecção fúngica grave. Diagnosticada há quase três décadas com Micetoma Eumicótico, a paciente perdeu mobilidade e qualidade de vida, permanecendo dependente de cadeira de rodas e sem conseguir trabalhar.

O problema começou com uma pequena lesão no pé, quando Maria vivia na zona rural de Alexânia. A doença, associada à exposição a solos contaminados, evoluiu lentamente ao longo dos anos. Segundo familiares, o início se deu com um nódulo discreto que cresceu progressivamente devido à dificuldade de diagnóstico e à ineficácia dos medicamentos prescritos.

Com a infecção avançando para os ossos, médicos indicaram a amputação como única alternativa para evitar que a doença se espalhe pela corrente sanguínea, causando sepse — condição potencialmente fatal. Apesar da gravidade, Maria aguarda na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) desde 13 de janeiro de 2025, totalizando 405 dias de espera.

A filha de Maria, Denise Dutra, relatou que a mãe vive em constante angústia e medo da morte, chegando a desenvolver sintomas compatíveis com hipocondria. “Ela diz que sente os fungos andando pelo corpo e toma analgésicos diariamente”, disse Denise. A paciente não consegue andar há três anos e depende totalmente da cadeira de rodas para tarefas básicas.

A família já buscou atendimento via ouvidoria do SUS, mas foi informada de que a fila pode sofrer alterações devido à inclusão de casos prioritários ou mudanças na classificação de risco.

O micetoma eumicótico é uma infecção crônica causada por fungos presentes no solo e matéria orgânica, que atinge principalmente pele e tecidos subcutâneos, podendo evoluir para músculos e ossos. É mais comum em regiões tropicais e afeta principalmente trabalhadores rurais sem proteção adequada.

A doença se manifesta inicialmente como pequenos nódulos ou inchaços e evolui lentamente, podendo causar lesões profundas, deformidades, dor crônica e limitações severas de mobilidade. O tratamento envolve uso prolongado de antifúngicos e, em casos avançados, cirurgia, incluindo amputação.

O Integração News acompanha o caso e a busca por solução médica para a paciente, que segue em situação de risco.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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