A Justiça de Goiás marcou para o dia 2 de março o novo julgamento de Jhonatan Murilo Leite, acusado de provocar o acidente que resultou na morte de quatro policiais militares do Comando de Operações de Divisas (COD). O caso ocorreu em abril de 2024, na BR-364, em Cachoeira Alta, no Sudoeste de Goiás.
O novo júri foi definido após a anulação do primeiro julgamento, realizado em dezembro do ano passado, que teve duração aproximada de 19 horas. A sessão foi dissolvida após o juiz identificar irregularidades no procedimento de votação dos jurados.
Durante a apuração, uma das juradas declarou que, por participar de um júri pela primeira vez, acabou misturando as cédulas de votação e votando de forma aleatória, sem manifestar sua convicção. Diante do ocorrido, o Ministério Público solicitou a dissolução do Conselho de Sentença, pedido que foi acatado pelo magistrado.
Para a nova sessão, a Justiça realizou o sorteio de 25 pessoas, das quais sete irão compor o Conselho de Sentença no dia do julgamento, que acontecerá no fórum de Cachoeira Alta.
Jhonatan Murilo Leite é acusado de conduzir um caminhão carregado com aproximadamente 70 toneladas de milho quando colidiu frontalmente com uma viatura do COD. Com o impacto, o veículo policial saiu da pista e capotou, provocando a morte do subtenente Gleidson Rosalen Abib, do 1º sargento Liziano José Ribeiro Júnior, do 3º sargento Anderson Kimberly Dourado de Queiroz e do cabo Diego Silva de Freitas.
De acordo com a perícia, o caminhão trafegava acima do limite de velocidade e invadiu a pista contrária. Marcas de frenagem de cerca de 30 metros reforçam essa conclusão. Segundo o promotor Geibson Cândido Martins Rezende, responsável pela denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), o motorista tinha plena consciência dos riscos, mas desrespeitou as normas de trânsito, colocando em perigo a própria vida e a de terceiros. O MPGO também descartou a hipótese de ultrapassagem irregular por parte da viatura policial.
A defesa, por sua vez, contesta o laudo pericial e sustenta que o caminhão não poderia estar em alta velocidade por se tratar de um veículo pesado em um trecho de subida. Alega ainda que a colisão teria ocorrido após uma tentativa de ultrapassagem realizada pela viatura.
Jhonatan Murilo Leite permanece preso desde que as investigações confirmaram que ele era o verdadeiro condutor do caminhão. Inicialmente, outro homem havia assumido a responsabilidade pelo acidente.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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