sábado , 7 março 2026

Megaoperação desarticula quadrilha especializada no furto de caminhonetes de luxo com atuação em Goiás

Uma organização criminosa especializada no furto qualificado de caminhonetes de alto padrão, com atuação em Goiás, foi desarticulada nesta terça-feira (3) durante a Megaoperação Império, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O grupo tinha como principais alvos os modelos Toyota Hilux e SW4 e atuava de forma interestadual, com ramificações também no Ceará e no Distrito Federal.

Ao todo, foram cumpridos 110 mandados judiciais, incluindo prisões preventivas e temporárias, além de mandados de busca e apreensão e sequestro cautelar de bens. A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 15,9 milhões em bens móveis, imóveis, valores e ativos financeiros, quantia correspondente ao prejuízo estimado com o furto de 53 caminhonetes entre janeiro e dezembro de 2025.

Em Goiás, os mandados tiveram como foco integrantes estratégicos da organização criminosa e endereços ligados à logística do esquema. De acordo com as investigações, o estado era utilizado tanto como área de circulação dos veículos furtados quanto como rota para o escoamento e ocultação dos bens.

As ações policiais ocorreram simultaneamente em Goiás, Distrito Federal, Ceará e Rio de Janeiro. Entre os alvos estavam três dos principais líderes do grupo, responsáveis pela coordenação das ações ilícitas e pela gestão logística dos núcleos regionais.

Segundo a PCDF, os investigados responderão por furto qualificado, organização criminosa, adulteração de sinais identificadores de veículos e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar dez anos de reclusão, especialmente em razão da atuação reiterada e estruturada da quadrilha.

As investigações, conduzidas ao longo de 11 meses, revelaram uma estrutura criminosa altamente organizada, com divisão clara de funções e atuação padronizada. Os veículos furtados eram previamente encomendados e tinham dois destinos principais.

Uma parte das caminhonetes era encaminhada para desmanche e comércio ilegal de peças. Os veículos eram levados a oficinas formalmente registradas, desmontados e tinham as peças vendidas em lojas físicas e, principalmente, por meio de plataformas digitais.

Outro destino identificado foi o tráfico transnacional. Nesse caso, os veículos eram enviados para regiões de fronteira com a Bolívia e o Paraguai, onde eram utilizados como moeda de troca por drogas. Os entorpecentes, posteriormente, abasteciam o mercado ilegal brasileiro.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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