sábado , 7 março 2026

Bala na cabeça de corretora em Caldas Novas reforça suspeita de encenação no crime do síndico confesso

O corpo da corretora Daiane Alves foi encontrado com uma bala alojada na cabeça em uma área de mata às margens da GO-213, em Caldas Novas, na última quarta-feira (28/1). A informação, confirmada ao Integração News por fontes ligadas ao inquérito, levou a Polícia Civil a abrir uma nova linha investigativa para apurar as circunstâncias em que o disparo foi efetuado, questionando a versão apresentada pelo síndico confesso, Cléber Rosa de Oliveira.

De acordo com o depoimento de Cléber, ele teria discutido com Daiane no subsolo do condomínio e efetuado o disparo que provocou a morte da corretora. No entanto, os primeiros levantamentos da perícia técnico-científica não identificaram vestígios de sangue, marcas de impacto ou qualquer outro indício compatível com um disparo no local indicado por ele. A ausência desses elementos reforçou a suspeita de que o tiro pode não ter sido disparado no subsolo, como relatado.

Diante das inconsistências, a Polícia Civil realizou testes de balística e uma reconstituição do crime no condomínio na sexta-feira (30/1). O objetivo foi avaliar se, nas condições descritas pelo suspeito, o disparo produziria ruído audível e deixaria marcas compatíveis com a dinâmica apresentada.

Moradores ouvidos durante os depoimentos afirmaram que não ouviram barulho de tiro na noite do crime, o que aumenta a possibilidade de que o homicídio tenha ocorrido em outro ponto do condomínio ou até fora dele.

A análise do projétil retirado do crânio de Daiane será essencial para identificar o calibre da arma, a trajetória do disparo e possíveis correspondências com vestígios recolhidos. Esses dados podem ajudar a esclarecer se houve encenação, deslocamento do corpo ou tentativa de distorcer a dinâmica real do assassinato.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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