A investigação conduzida pela Polícia Civil de Goiás que resultou na prisão do síndico Cleber Rosa de Oliveira pelo assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves, de 43 anos, foi baseada na tríade “meio, modo e motivo”. A explicação foi apresentada pelo delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, ao detalhar o trabalho que levou à identificação do suspeito mesmo antes da localização do corpo da vítima.
Cleber e o filho dele, Maicon Douglas, foram presos após 41 dias de investigação e 13 dias de força-tarefa em Caldas Novas. Ambos devem passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (29), em Goiânia, em horário ainda a ser definido. O processo tramita sob segredo de Justiça.
Segundo André Ganga, as diligências tiveram início assim que a família de Daiane procurou a polícia para relatar o desaparecimento, em dezembro de 2025. Inicialmente, o caso ficou sob responsabilidade da delegacia local. No entanto, a partir do dia 15 de janeiro, o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas assumiu a apuração, com reforço de outras unidades especializadas.
Passaram a atuar de forma integrada a Superintendência de Inteligência, o Grupo de Investigação de Desaparecidos, a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) e o GIH regional. De acordo com o delegado-geral, esse trabalho conjunto foi fundamental para reconstruir a dinâmica do crime e apontar o autor, mesmo sem a confirmação da materialidade naquele momento.
Com base em depoimentos, registros de conflitos anteriores, análises técnicas e na conduta do principal suspeito, os investigadores concluíram que Daiane havia sido vítima de homicídio e que o síndico do condomínio onde ela morava era o responsável pelo crime.
Diante do conjunto de indícios, a Polícia Civil solicitou à Justiça um mandado de busca e apreensão, que foi autorizado pela 1ª Vara Criminal de Caldas Novas, com acompanhamento do Ministério Público.
Durante o cumprimento do mandado, Cleber quebrou o silêncio e confessou o assassinato, indicando o local onde havia ocultado o corpo da corretora. As equipes se deslocaram até uma área de mata localizada a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, às margens da rodovia que liga o município a Catalão, onde encontraram os restos mortais da vítima em meio à vegetação densa, próximo a um curso d’água.
O filho do suspeito também foi preso e, segundo a Polícia Civil, teria atuado para dificultar as investigações e atrapalhar a apuração dos fatos. Com a confissão e a localização do corpo, o homicídio foi oficialmente confirmado.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam pelos próximos 60 dias, com o objetivo de esclarecer todos os detalhes do crime, a forma de ocultação do corpo e a eventual participação de outros envolvidos.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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