sábado , 7 março 2026

13,7% da população de Goiás já é idosa

O envelhecimento populacional em Goiás já é uma realidade que chama atenção. Dados recentes do IBGE mostram que 13,7% dos goianos têm 60 anos ou mais, o que corresponde a quase 1 milhão de pessoas vivendo a melhor idade no estado. Esse índice coloca Goiás em 15º lugar no ranking nacional de estados com maior proporção de idosos.

Algumas cidades do interior já convivem com um perfil etário mais envelhecido. Em Aurilândia, por exemplo, 27,7% dos moradores são idosos. Logo em seguida aparecem Amorinópolis (27,3%), Aloândia (25,9%), Moiporá (25,6%) e Córrego do Ouro (25,2%). Nesses municípios, mais de um em cada quatro habitantes já passou dos 60 anos, o que representa um desafio extra para a saúde, assistência social e políticas públicas.

Na outra ponta, cidades da região do Entorno do Distrito Federal apresentam um cenário bem diferente. Chapadão do Céu tem apenas 6,2% de idosos. Em seguida estão Águas Lindas de Goiás (6,6%), Valparaíso de Goiás (7,6%), Senador Canedo (8,2%) e Cidade Ocidental (8,3%). O perfil mais jovem está relacionado principalmente ao crescimento urbano acelerado e ao fluxo migratório intenso dessas regiões.

Em Goiânia, 15,1% da população já é idosa, um índice acima da média estadual. Em Anápolis, o número chega a 14,2%, enquanto em Aparecida de Goiânia apenas 10,5% da população está nessa faixa etária.

Outro dado que mostra a velocidade da transição demográfica é o índice de envelhecimento: hoje, Goiás tem 45,3 idosos para cada 100 crianças de 0 a 14 anos. Em 2010, esse índice era de apenas 26,1. Isso significa que em pouco mais de uma década a proporção de idosos cresceu quase 75%.

O levantamento mostra ainda que 93,2% dos idosos vivem em áreas urbanas, número acima da média nacional (87,4%). Já no campo, a presença masculina é maior: 58,1% dos idosos rurais são homens, contra 41,9% de mulheres.

Os números mostram que Goiás está envelhecendo rápido e que o poder público precisa se preparar para atender essa população com políticas voltadas à saúde, mobilidade, acessibilidade e bem-estar.
Com o aumento da expectativa de vida e a redução do número de crianças, especialistas alertam que o estado precisa adaptar sua estrutura para garantir qualidade de vida à população idosa.

Redação

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